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Fonte: "Histórico da Ordem dos Cavaleiros da Concórdia (Capítulo autônomo brasileiro, 1978). Outra referência sobre o tema pode ser encontrado no Tratado de Heráldica (Santos,1978 pg.263):
"1952/53
16. A sentença do Tribunal de Alçada de Coma N.36 544/52 - RG 4.315./53 declara que a Ordem da Concórdia é uma Ordem Internacional, determinando que os cidadãos italianos, por ela condecorados, devem sujeitar-se à Lei de 03.3.51 art.7 §1 concernente à regularização das Ordens Cavaleirescas não-nacionais (Vide: "Supremo Scaligero Militar e Capitular Ordem dos Cavaleiros da Concórdia - Acenos Históricos")."
Essa sentença consolida a sentença da Pretoria de Casona, de 05/06/1945 (Santos, 1978 pg 260), que dispõe sobre a Ordem Constantiniana e afirma:
"1945
8. ...que as Ordens consideradas internacionais devem manter-se como instituições de Direito Internacional."
(2)
"...Y así como el rey concede a un ciudadano una condecoración, esto es, un título de caballero en una ordem de caballeria, lo que en definitiva constituye una nobleza personal..." (ad personam).
Neste caso o título de nobreza não é transferido por herança ainda que, passando de geração a geração, os descendentes possam considerar-se descendentes de um fidalgo recém enobrecido (fidalgo - filhos de algo, filhos de alguém).
Ao rei, príncipes, cabe tornar alguém nobre bem como outorgar aos nobres titulados, como condes, marqueses etc ou a outros por estes delegados, a condição de promover alguém à nobreza.
Poderá, também condecorar toda uma família.
..."El primer beneficiario del privilegio real es plenamente noble, aunque no tenga antecedentes de esta clase...a que sus descendientes disfrutarán ya de un estado de nobleza transmitido por herencia, que andando el tiempo habrá ganado antigüedad."
(3)
Os graus de nobreza podem ser descritos sumariamente:
Em (Santos, 1978) referindo-se à nobreza sempre salienta que Nobre é um estado de honra, não se compra ainda que possa ser perdido se perder a honra. O dinheiro pode desvanecer-se enquanto uma honra moral é conquistada e mantida.
Alude às classificações feitas em Portugal e Espanha. Como sempre há os nobres de sangue e os condecorados, elevados. Entre esses últimos, separando os Nobres (jure sanguinis) e a plebe tem-se:
Moços de estribeira;
Escudeiros
Cavaleiros-rasos
Cavaleiros-confirmados
Cavaleiros-fidalgos
Ainda é possível verificar que um plebeu, ao ser enobrecido, por quem de direito obedecem à seguinte hierarquia:
Ricos-homens
Infanções (fidalgos antigos)
Cavaleiros
Escudeiros
Na Espanha as divisões ou degraus hierárquicos são semelhantes ao restante do mundo e podem ser separadas em nobreza de sangue e de não-sangue.
Na nobreza de sangue há os:
Gentil-homem e
Fidalgos e Infanções
Na nobreza de não-sangue encontra-se:
Gaudis (ad personam - formados em curso superior)
Cidadãos honrados
Ricos-homens
Cavaleiros e
Escudeiros , donzéis
Segundo publicação de SANTOS, as Categorias e Graus dos Cavaleiros geralmente são:
Grande-Colar -Príncipes, Cardeais, Grão-Mestre
Grã-Cruz -Chefes de Estado, arcebispos, ministros de estado e membros do Grão-Conselho
Grande Oficial - Embaixadores, bispos e personagens eminentes nas letras e ciências, reitores.
Comendador - Secretários de embaixada, cônsules, intelectuais e artistas, magnatas
Oficial - professores renomados e de méritos excepcionais
Cavaleiro - pessoas de prestígio social
Escudeiros - Filhos de nobres, fidalgos e de altos dignitários da Ordem
Pajem para crianças fidalgas de 7 a 14 anos.
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